terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Observa

Enquanto

O tempo corre
O mundo atropela
As pessoas cegam
A mente emaranha

Observa...

-- Em 9.12.2013 --

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Inveja

Ainda que secretamente, todo o ser humano inveja o gato...

-- Em 29.10.2013 --

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Onívoros?

Crescemos acreditando que comer carne é o hábito alimentar adequado para os seres humanos. Apesar de sermos denominados "onívoros", não temos o sistema digestório adequado para processar carnes de maneira satisfatória: os verdadeiros onívoros possuem dentes caninos longos e curvos, geralmente engolem a comida por inteiro, não têm enzimas digestivas na saliva, o pH estomacal é diferente do pH dos humanos, o intestino delgado é curto, a urina é bastante concentrada e as unhas são afiadas, dentre outras características que os diferem de nós. Não precisamos matar os animais - muitos de nós sequer teríamos coragem de fazê-lo -, pois eles já vêm mortos e sem a forma de bicho na bandejinha do supermercado, facilitando, dessa forma, as coisas para a nossa cegueira cultural. Fico feliz e otimista quando vejo algo como esse vídeo. Mais um sinal de que nossa natureza não é a de um predador e que o hábito de comer animais está ligado muito mais a uma questão cultural do que à necessidade do nosso organismo. Podemos viver bem comendo carne (sim!) se a nossa consciência assim permitir. Podemos digeri-la, com certa dificuldade, mas a digerimos - afinal, talvez sejamos os seres mais adaptáveis do planeta - não temos pele grossa nem pelos que nos protegem do frio, mas fabricamos nossas roupas; não temos dentes e garras de carnívoros, mas produzimos ferramentas para matar animais. Mas podemos escolher por não compactuar com a matança e o sofrimento dos animais, e viver de forma muito saudável sem incluir bichos mortos e em decomposição na nossa alimentação. Ainda bem que essa mãe que filma o menino deixou ele ter o direito de escolha.



-- Em 28.8.2013 --

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Silêncio

Há dias que conseguem derrotar a tagarelice.
Raros dias, que uivam pelo aquietamento.

Gritam pela não palavra.
Requerem o silêncio - eloquentemente.

-- Em 22.5.2013 --

Redes sociais

Ah, as redes sociais! Lugar onde as pessoas são donas da verdade absoluta, onde todo mundo tem a receita pronta da felicidade, onde ignorantes viram profetas, onde a autoestima vai para além do narcisismo, onde o covarde vira o mais corajoso dos homens!

Preconceito

Reconhecer que existe um preconceito, é um começo. Comecinho. Porque livrar-se dele são outros quinhentos!... Talvez, quando efetivamente nos despirmos das nossas couraças preconceituosas, em todos os âmbitos, começaremos a assimilar o conceito real de LIBERDADE... Assim, quem sabe, entre tantas diferenças e subjetividades, o convívio finalmente torne-se mais "fácil", Sr. Carpinejar!


-- Em 24.1.2013 --

Massacre em Sandy Hook

É bem coisa de americano mesmo... Começaram a vender materiais blindados para o uso em escolares nos Estados Unidos, após massacre na escola Sandy Hook. Será que um detector de metais na entrada da escola não seria menos incômodo e ridículo do que usar um colete a prova de balas estampado com personagens da Disney? Lá, a filosofia que impera é a do Tio Patinhas, enquanto o Tico e o Teco mal se comunicam.

-- Em 20.12.2012 --

Érico Veríssimo e o "feliz" consumismo

Ilustre conterrâneo, o cruzaltense Érico Veríssimo estaria completando, no dia de hoje, 107 anos. Em meu caminho de volta para casa, como de costume, atalhei por um shopping center, e não pude deixar de notar o aumento vertiginoso de pessoas perambulando naquele espaço, provavelmente como um reflexo da proximidade das festividades do Natal. Elas iam para lá e para cá, notadamente "perdidas", sem saber o que buscavam, mas com aquela necessidade frenética de comprar. A "não necessidade" era óbvia, exceto a de atender um preceito (ainda dá para chamar de religioso?) de consumo desnecessário. Então, apenas a título de reflexão, deixo a seguinte frase do Érico Veríssimo, que parece ser um pequeno diagnóstico desses tempos natalinos: "O objetivo do consumidor não é possuir coisas, mas consumir cada vez mais e mais a fim de compensar seu vácuo interior, a sua passividade, a sua solidão, o seu tédio e a sua ansiedade."

Érico Veríssimo constatou...
Hoje ainda - e cada vez mais - podemos confirmar.

-- Em 17.12.2012 --

Covardia

Ó, covarde!
Encara-me de frente e declara guerra, em vez de esconder-te detrás de pobres figuras ingênuas, fazendo-te de vítima. Se tão melhor que eu crês que és, quem sou eu para vencer-te?

-- Em 21.5.2012 --